Direto ao ponto, aquilo que odeio no Governo Dilma até o momento:
Afinal, a dama lá não tem nada de poste, muito pelo contrário.
- Cultura - Odeio muito como ela entregou o Ministério da Cultura a um grupo de insonsos, que não entendem nem de cultura digital, nem de política. Pra mim um desastre. Romperam com o legado de Gil e do Juca - que na verdade, pra mim, foi um avanço milimétrico - pra satisfazer um bando de lobistas anacrônicos que defendem os interesses de velhos compositores (jovens podem ser decrépitos também, não se esqueçam disso) e gravadoras de "discos". E o pior, sem receber nada, nada em troca. Bem, talvez sair de um lista "negra" dos EUA, que hoje não vale nada.
- Comunicação - Não é uma critica personalista, mas a SECOM mimetiza em excesso as ações da presidenta. Discrição? Não cabe mais, desde o momento em que a oposição e a mídia partiram para o ataque coordenado à Petrobras. Naquele momento, descobrimos como lidar com a indústria dos factoides: com agilidade, com respostas públicas, com integras de áudio e texto das entrevistas. O Franklin sabia que não poderia agir como Lula. A Helena Chagas deveria aprender, que não pode agir como Dilma. A função da SECOM é preparar uma estrutura, não para momento de "noivado" com a Velha Mídia, e sim para quando, o inevitável divorcio acontecer.
- PNBL - Não é que eu discorde da visão que é o Mercado quem irá prover a expansão e massificação do acesso à internet de alta velocidade. Acho que isso é inquestionável. O que eu acho é que da forma como foi feita, o governo vai enterrar um grande projeto que o Rogério Santanna passou meio governo construindo. Apesar dos custos de se fazer algo dessa magnitude, deveríamos ter tentado de uma maneira mais obstinada criar uma grande estrutura nacional independente das operadoras. Se o Orçamento no momento, não permitia, pelo menos manter o projeto em paralelo, como opção, como ferramenta de barganha. O que eu vi foi um grande acordo com uma operadora (outras, inevitavelmente virão). Algo que poderia ser feito de qualquer forma, fora do PNBL.
- A mídia descobrindo que a Dilma não é Lula - O modus no Código Florestal, no caso Palocci, e agora de maneira mais radical, no caso do DNIT, é de partir para o confronto com esse sistema político viciado. Vai sobrar pra muita gente, não só pro PR, mas pro PT também. A Velha Mídia decadente vai adorar, pois vai vender meia dúzia de jornais e revistas a mais, enquanto a oposição, com programas à la PPS vem com a ladainha hipócrita sobre ética, que comprovadamente, não funciona mais.
Afinal, a dama lá não tem nada de poste, muito pelo contrário.